Nelson Mendes

imageO activista Nelson Mendes (nasc. 1959) gosta lembrar que nasceu num sábado de Carnaval no bairro festivo de Garcia — assim quasi o destino que levou ele ser uma ligação forte entre o movimento negro baiano e os blocos afros.  Profisor de inglês, sempre gostava de ler e se informar sobre os discursos do dia.  Esta curiosidade levou ele nos debates do Núcleo Cultural Afro-Brasileiro ainda nos anos 70.  Desenvolveu um trabalho intelectual e político que as entidades negras da época expressavam e divulgavam através da cultura e arte.  A sua habilidade com a administração profissional depois exercitou na directoria do Olodum, onde foi diretor de cultura por mais de 10 anos. Em 2011, mudou-se para ser produtor independente, com muito trabalho de apoio à Cortejo Afro.

Em toda seu trabalho leva uma vasta experiência com o movimento negro para os blocos afros, e também para seus muitos alunos da rede pública de Salvador.  No clima agitado do activismo e dos blocos afros, a cabeça sabia e calma de Nelson Mendes segurou a onda para muitas entidades, contribuição menos visível, mas de grande valor na história do movimento negro baiano.

 

Manoel de Almeida Cruz

Manoel de Almeida Cruz

Manoel de Almeida Cruz

Manoel de Almeida Cruz (2 Abril 1950 – 19 Junho 2004) foi um ativista e intelectual que comecou com o Nucleo Cultural Afro-Brasileiro na epoca da sua fundacao no comeco da decada dos 70.  Doado com um mente brilhante dedicado ao movimento negro, foi um pioneiro de uma filosofia revolucionaria de considerar a educacao uma via critica para vencer a discriminacao.  Desenvolveu esa teoria en varios livros, sendo o principal Pedagogia Interétnica: Alternativas Para Combatir o Racismo (1989).  Participou tambem na articulacao da pedagogia na Escola Criativa Olodum no seu comeco.  Gostou de pasar o dia na sua casa em Fazenda Grande na companhia dos seus milhares de livros queridos, onde escreveu e leiu com voracidade, e o final do dia com amigos e alegria.  Em reconhecimento da sua importancia, uma escola publica ja trae o nome do profesor, mas a contribuicao deste inovador brilhante ainda tem muito mais para apreciar com respeto a sua potencial para transformar definitivamente os efeitos prolongados do racismo.

 

Leia Mais

Ivan Costa Lima, Trajetóra, História e Identidade Negra: Elementos de Constituição da Pedagogia Interétnica em Salvador. 2008.

Judith E. King-Calnek, An Ethnographic Study of Critical Pedagogy and the Production and Mediation of Popular Culture in Salvador, Bahia Brazil.  Ph.D. diss, Columbia University, 2003.

Biografia/SEC Bahia

 

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Jônatas Conceição

 

“Dedicar-me, completamente, para ao processo de reconstrução e consolidação do Movimento Negro”Jonatas Conceicao

 

 

 

 

 

Jônatas Conceição (1952-2009) foi um escritor, educador e ativista que contribiu muito para o conhecimento e valorização da cultura e historia negra.  Foi integrante original do Movimento Negro Unificado, presente na sua primeira reunião nas escadas do Teatro Municipal de São Paulo em 1978.  Voltou no ano seguinte a sua terra natal da Bahia, onde elaborou projetos como diretor de Ilê Aiyê, desenvolvendo as apostilas para os compositores do bloco e material didáctico para a sua escola.  O seu desempenho e paixāo pela historia e literatura negra se realizou tambem nas escolas publicas, onde deu aulas como profesor de Português por muitos anos.  Os seus trabalhos literarios e críticos foram publicados em muitos jornais nacionais, e foi integrante do Grupo de Escritores Negros de Salvador.  Na sua lembrança de Jônatas, Florentina Souza comenta a importancia do simbolo do quilombo no seu trabalho como metáfora da resistencia e identidade negra.  Pessoa tranquila, de voz meiga, ainda foi um das figuras mais importantes e influentes no movimento negro baiano.

 

 

 

 

Reference: Florentina Souza, “Jônatas Conceição,” Afro-Ásia 42 (2010), 229-235.

 

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